Sim se forem três treinos a sério. Não, se forem três voltas ao ginásio. Depois dos 40, o que conta não é o número de idas. É a carga de trabalho que recuperas, com técnica e que consegues repetir durante anos.
A pergunta que não te leva a lado nenhum.
Quantos dias por semana?” é a pergunta de quem ainda treina com o calendário, não com o corpo. Aos 20, aguentavas cinco idas mal dormidas. Aos 40 e 50, o sistema nervoso e as articulações passam a fatura. Mais dias com má recuperação não é disciplina. É volume a destruir o que o treino anterior construiu.
O que três dias bem feitos realmente cobrem.
Três sessões de 45 a 60 minutos, com exercícios compostos, cadência controlada e um caderno à frente, chegam para ganhar força e manter massa. Segunda, quarta e sexta. O resto da semana não é preguiça: é onde o músculo cresce. Se não escreves cargas, séries e como te sentiste, não estás a treinar três vezes. Estás a improvisar três vezes.
Quando três dias não chegam.
Não chegam se o treino for leve a fingir. Não chegam se dormires mal, se saltas os compostos, se cada sessão é um circuito de moda. Três dias de ego na máquina e zero progressão no caderno não são um método. São ruído.
Uma semana tipo.
Segunda: treino completo. Quarta: o mesmo padrão, a subir 1 repetição ou 1,25 kg onde a técnica aguentar. Sexta: repetir, sem inventar. Terça, quinta e fim de semana: andar, dormir, comer. Se quiseres o modelo de exercícios, está em Treinos no site. O sistema completo, com progressão, está no Plano Real.
Três dias chegam. Quatro ou cinco só fazem sentido quando os três já estão sólidos não antes.
